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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A ESTRUTURA DO SIGNO DE CAPRICÓRNIO VII


Capricórnio e Augusto. Fonte: CoinQuest.

Posição

Todo ciclo completo de experiência individual começa numa afirmação de identidade: “eu sou eu” (fase 1). Mediante o uso das energias da natureza  que, por direito inato biológico, social e espiritual, se enquadre dentro de seu campo de operação (fase 2), depois mediante os processos associativos de pensamento (fase 3), o “eu” que era no princípio apenas “eu” – um ritmo, uma qualidade de ser – transforma-se numa pessoa, num todo concreto e organizado (fase 4). Tendo experimentado a grande prova da “estabilidade” e escolhido um tipo de fundamento – em extensão de superfície, em enraizamento na terra, ou na compreensão do centro, vitorioso sobre a gravitação – a pessoa individual procura exprimir de modo característico as energias de sua personalidade (fase 5).

Há meios corretos e incorretos de usar o poder oriundo de um organismo concreto. Eles levam a uma proficiência cada vez maior de ação, ou à dor e à devastação (fase 6). Através da disciplina e do sofrimento, o homem aprende as lições de objetividade e respeito: deixando de aprendê-las, seu sentido de isolamento individual ou de frustração se converte em invalidez física e psicológica, em rebeldia ou rancor.

Nenhum indivíduo pode experimentar uma existência completa e frutífera isoladamente. Ser é entreter relacionamentos (fase 7). O relacionamento vivido com um espírito de mutualidade produz muitos frutos (fase 8). À medida que as responsabilidades que constantemente surgem na gestão dos frutos da parceria e do amor são partilhados por todos os participantes no relacionamento, brota o entendimento nas mentes iluminadas; atividades conjuntas fisicamente proveitosas adquirem sentido e valor (fase 9). Elas se integram dentro do campo de uma cultura, de uma religião, de uma sociedade de personalidades significativamente interdependentes e instruídas nos caminhos dos relacionamentos – de relacionamentos que “fazem sentido”, porque se referem sistemática e inteligentemente a um todo harmônico em formação (fase 10).

A sociedade humana está eternamente em formação. Mesmo quando uma certa sociedade ou cultura esteja exteriormente se desintegrando, como uma planta no outono, suas “sementes” estão amadurecendo e sendo disseminadas mesmo em meio à decadência. A vida em sociedade subentende participação num constante processo de integração ou desintegração. A participação do indivíduo, homem ou mulher, no processo social pode ser positiva ou negativa. Pode edificar ou manter, transformar ou destruir valores. Pode significar, para o indivíduo, alegria e sucesso no desempenho de suas responsabilidades nascidas dos relacionamentos – ou quase escravização a um ritmo alheio e insalubre de trabalho, do qual ele não aufere nenhum valor, salvo o mero fato de existir com relativo conforto e ao qual ele não acrescenta nenhuma visão criativa ou intensidade dinâmica.

A contribuição do indivíduo aos processos sociais – seja nas tarefas do lar ou na fábrica, nos campos ou no mar – estabelece seu lugar e função na sociedade. O caráter do relacionamento entre o “eu” individual e este fator de lugar-e-função é um dos quatro fatores constitutivos básicos de toda personalidade – um fator “cardeal”, que determina (juntamente com os outros três) o “enfoque total e quádruplo da vida” de qualquer um.

À medida que uma pessoa particular vive numa certa localidade e em termos das características específicas de sua raça, classe, família, religião, nível cultural-econômico e espiritual, seu “lugar” é por esse modo determinado – e, se ela aceitar as responsabilidades sociais associadas a esse lugar, sua “função” também. Em algumas sociedades o fator lugar-função é quase inteiramente predeterminado pelo nascimento e por herança. Nos países democráticos mais modernos todo indivíduo pode escolher – ao menos em teoria – seu lugar e função dentro da economia da sociedade.

Qualquer pessoa que funcione ativamente, de acordo com o lugar por ela ocupado na sociedade, tem uma “posição”. Nessa palavra posição, vemos combinados muitos elementos sociais e psicológicos que permitem caracterizar, muito adequadamente, a décima dentre as provas básicas que a existência individual sobre a Terra depara a toda pessoa ativa em qualquer tipo de agrupamento social. A posição implica o fator de lugar; porém, mais que isso, ela se refere ao fato de que todo homem em qualquer “posição” deve assumir plenamente as responsabilidades de sua posição e pode exercer, ainda que em pequeno grau, algum tipo de influência e autoridade. Posição, do ponto de vista social, é lugar com referência a um todo operativo e organizado. Ela inclui atividade funcional e, sempre que a função seja preenchida com eficácia, prestígio.

Qualquer sociedade em que a “posição” confira prestígio a um indivíduo mesmo que ele não satisfaça, ativa e eficazmente, os requisitos de suas responsabilidades, é em certo sentido uma sociedade insalubre e espiritualmente perversa. A posição de um homem na sociedade deve sempre ser a fruição de sua identidade individual; deve ser a prova e consagração de sua realização como indivíduo. A “prova das obras” é exigida pelo espírito a qualquer pessoa que busque experimentar a plenitude do viver individual. Deve, igualmente, ser exigida pela sociedade que, só depois de dada a prova, tem o direito de outorgar prestígio e autoridade. Essa outorga é o que significa “com-sagração”: o Todo dotando um participante individual de sua vida com autoridade e delegação de poder; confiando-lhe um “ministério”. A união da pessoa certa com o cargo ou ministério significativo é a consumação de toda a existência humana, seja qual for o nível em que o ser social ou espiritual dessa união se efetive.

A prova da posição é, pois, a que vem coroar a experiência de vida de um indivíduo. A sua atitude em relação a uma posição é o fator pelo qual ele será julgado social e espiritualmente. Por ela ficará ele de pé ou cairá como pessoa individual. E “posição”, aqui, significa qualquer tipo participação eficaz na vida da sociedade e da humanidade em termos dos requisitos “orgânicos” da coletividade de que o indivíduo conscientemente faz parte e à qual ele sente, com a totalidade de seu ser, que “pertence”.


Nenhuma posição é menos nobre que qualquer outra. O varredor de ruas que mantém limpa a cidade, a dona-de-casa cumprindo suas tarefas do lar, o trabalhador das minas, o escriturário ou o político, o artista reformador ou o religioso que levam outros a um novo caminho de transformação social e ética e de criatividade espiritual – todas essas pessoas detêm “ministérios” e realizam tarefas funcionais em sua comunidade. A maneira pela qual desempenham essas tarefas determina não só sua situação social como também sua situação espiritual como indivíduos.

A qualidade desse desempenho é, por sua vez, determinada pelo caráter do enfoque progressivo que os trabalhadores tenham dado a esta culminação – a este “zênite” – de vida pessoal; pela maneira como eles gradativamente se prepararam, e foram preparados mediante sua educação, para esta prova crucial de “desempenho”. Nenhuma pessoa, no exercício efetivo de uma função, pode dar mais do que investiu no processo de preparação para ela.

Ela se vê compelida, pela própria pressão de suas atitudes precedentes, a enfrentar as provas de poder e autoridade de acordo com a circunstância de esse poder e essa autoridade terem vindo a ela em resultado de relacionamentos tornados profícuos em matéria de inteligência e entendimento, ou se buscou incansavelmente adquiri-los açambarcando a energia nascida do relacionamento a fim de alimentar sua ambição.

Entendimento e ambição são as duas vias para adquirir “posição”; e cada uma delas baseia-se num tipo de enfoque do relacionamento humano e do uso dos frutos desse relacionamento – o enfoque positivo ou negativo. Cada qual por sua vez, todo homem enfrenta os problemas de relacionamento humano, de acordo com o modo pelo qual tenha encarado seu próprio eu e tenha edificado sua personalidade. A totalidade da vida pessoal é consumada no uso que se faz do “poder social” – poder não gerado pelo indivíduo como organismo isolado, mas sim pela interdependência e cooperação (consciente ou inconsciente) de um grupo de indivíduos. Será este poder de posição ou encargo considerado como uma custódia ou como um fruto de pilhagem? Cabe a todo indivíduo escolher. Na maioria dos casos, a escolha está condicionada pela cultura e tradição específicas da pessoa, por um dado tipo de educação e pelas oportunidades que lhe foram oferecidas pela sociedade.

A tragédia de nossa democracia individualista está em que toda a tendência da sociedade é no sentido de, sutil ou grosseiramente, fazer o indivíduo considerar todo o poder ou autoridade que lhe vem para às mãos em decorrência de sua posição social, como algo estritamente, e sem reservas morais, “seu”. Este poder ou autoridade é apresentado como se fosse exclusivamente para ele mesmo usar como bem lhe parecer e sem levar em conta o bem-estar da sociedade em geral. Entretanto, o poder ou autoridade desse tipo é de fato gerado pelo indivíduo na medida em que ele participe da vida de toda a comunidade, e não em sua condição de pessoa isolada. Não constitui um fator “privado” mas “público”.

É certo que todos os membros de uma comunidade dividem entre si as vantagens e os confortos assegurados por sua vida em comum. A sociedade concede a cada indivíduo que a compõe uma quota de participação nos benefícios de sua civilização e cultura; toma também, sob a forma de impostos, uma parte de todos os lucros auferidos pelo indivíduo como pessoa social. No entanto, a atitude individualista básica da maioria dos seres humanos imprime tão profundamente a qualidade da cupidez em todo ganho que um indivíduo aufere de seu trabalho, como membro da sociedade, que a herança sócio-cultural – a colaboração oculta de todos para o progresso social de cada um – é vista como coisa já de si garantida ou então é ignorada. O individualista grosseiro viola a natureza e a sociedade, tiraniza o fraco e o congenitamente oprimido a fim de apresentar sua própria ambição; usa o que pode tirar da vida coletiva de seu povo para engordar seu egoísmo, ou malbarata-o para lisonjear o seu capricho entediado.

identidade e relacionemtno devem integrar-se em trabalhos consagrados; não o podem ser em nada mais. Sempre que um fator usa o outro para sua vantagem exclusiva, os valores humanos se pervertem; o “Homem” sofre um perpétuo aborto. Toda vez que um indivíduo usurpa o poder inerente a seu cargo ou função – ainda que seja o de uma enfermeira ou de um chefe de seção numa fábrica – a fim de expandir seu ego e sua riqueza a expensas da atividade social que é de sua responsabilidade executar, o Homem sofre. Toda vez que uma sociedade – através de seu núcleo central de poder e autoridade, que é o Governo – torna os indivíduos subservientes ou escravos de sua ambição por expansão coletiva e de sua cobiça de poder, o Homem é brutalizado.


Um individualismo absoluto é, em última análise, tão nocivo aos valores espirituais quanto o coletivismo absoluto. O rude individualismo dos tempos de expansão de fronteiras, por mais que pareça historicamente útil, é tão contrário à satisfação do Homem quanto o é um coletivismo totalitário todo imbuído da vitalidade de metas criativas. Não pode haver, em última análise, nenhum valor verdadeiramente espiritual exceto como fruto da harmonização das duas polaridades.

Neste fator de “posição” o indivíduo e a sociedade se encontram. O homem e seu cargo se tornam uma coisa só – e são ambos sagrados. Porque, considear o homem como seus próprios o poder e a autoridade decorrentes de seu cargo e utilizá-los ao sabor de suas emoções ou segundo os caprichos de seu ego – este é o maior de todos os crimes. Mas tão grande quanto este é o crime de uma sociedade que escraviza o homem a seu cargo, para que a sociedade e os mecanismos controladores do estado se agigantem e se tornem mais poderosos.

Nosso mundo moderno está dilacerado e brutalizado pela ocorrência maciça de ambos esses tipos de crime. As guerras mundiais são os sintomas, não as causas, da deterioração do Homem. Indivíduos definham e morrem sob tortura; nações inteiras se esboroam, ao passo que as burocracias se tornam cada vez mais prepotentes. Por quê? Não compreenderam que a identidade individual e o relacionamento em grupo constituem os dois pilares da civilização, os dois membros de sustentação do Homem. Deixaram de respeitar o caráter sagrado tanto do cargo como da pessoa individual que o desempenha.

Os indivíduos se tornam mecanizados, autômatos; as comunidades se convertem em cemitérios do espírito criador. A civilização se torna a “Sombra” do Homem, um pesadelo pleno das atividades catabólicas dos homens que são, na mente, destruidores e, em suas vidas emocionais, neuróticos varridos. Eis aí o retrato de nossa moderna civilização ocidental.

Entretanto, além e acima da Sombra, figura a Personagem Iluminada. Ser um sol é emitir luz sobre um grupo de corpos obscuros que gravitam, anelantes de luz, em torno do núcleo radioso de nossa dádiva. A estrela do verdadeiro zênite converte-se na “posição” do sol do meio-dia apenas no equador. À proporção que raia o poder “solar” de sua identidade através de sua atuação social (seu “cargo”), o indivíduo autodedicado cumpre seu papel na sociedade apenas na medida em que se equilibre em esplendor equatorial, à proporção que Norte e Sul sejam igualmente ativos em sua personalidade realizada e “global”.

Essa é a condiçãoda plenitude humana; e para ela a humanidade, tendo-se visto às voltas com a morte e as devastações da guerra, pode estar vagarosamente – ah! quão vagarosamente – dirigindo o seu curso, por mais longínquo que esteja seu objetivo final. Mas mesmo a plenitude pode lançar sombras, as mais densas de todas! Plenitude material significa máximo de peso e opacidade, bem como total ausência de espírito. Pode ser tida por sucesso, e todavia ser a morte de tudo quanto é real e criativo no homem. Pois muitos há, infelizmente, a quem o proprio sucesso faz malograr, como nenhuma outra coisa! Há cegueira em todos os sóis a pino; facinoroso calor em todos os equadores.

A plenitude espiritual reside apenas onde as estrelas se constelam na inteireza translúcida do céu, símbolo da Deidade. Aquele que pode experimentar o sol da meia-noite no pino do dia; aquele cuja estrela zenital à meia-noite pode ser como um sol iluminando todos os homens – esse tal é, na verdade, a encarnação de um deus. Ele é o espírito universal incorporado num ministério. Nessa incorporação – e em nada mais que nela – o indivíduo alcança a plenitude do espírito, pelo espírito, e para todos os homens.

Tríptico Astrológico, D. R.

quinta-feira, 20 de março de 2014

FELIZ ANO NOVO ASTROLÓGICO


Fogos de artifício - Fonte: Keyce Studio Blog

O último texto postado no blogue foi sobre o nosso Ano Novo oficial. Atualmente a maior parte do mundo segue o calendário Gregoriano e comemora o novo ano civil em 1º de janeiro. Isto vale também para as nações que festejam essa data global sem diminuir a importância de suas datas particulares.

Para a Astrologia o Ano Novo é agora, é hoje. A festa da virada foi às 13h 57min (horário oficial de Brasília) em 20 de março de 2014, quando o Sol se posicionou a 0º do signo de Áries. Ou, para ser mais exato, posicionou-se a 0º 00’ 00” desse signo que é o primeiro signo do Zodíaco.

Para a Astronomia, aquele instante configura o início de uma nova estação e define tanto o Equinócio de Outono – para nós do Hemisfério Sul – quanto o Equinócio de Primavera – para aqueles do Norte. Depois de promover um tempo de calor infernal no Rio de Janeiro, o Sol pula o Equador como se pula uma cerca e ruma para o Norte para esquentar cada vez mais os nossos vizinhos lá do alto.

E para nós, o que fica? E para nós que vemos o ciclo diário do sol presos num engarrafamento, torcendo para que ele passe um pouquinho mais devagar para dar tempo de chegar, para dar tempo de sair, enfim, para dar tempo de fazer tudo?

Ei, relaxa. Quem gira é a Terra (rs). E nós estamos pisando nela. E nossa cabeça tem adoração por esse pedaço de chão. E se o dia a dia está muito acelerado, é nossa cabeça que gira rápido demais. E o sufoco asfixia de sol a sol.

Podemos usar o Ciclo Solar para ganhar perspectiva de nossa vida, para observá-la de um ponto de vista mais distante, amplo e privilegiado. Podemos usar o Ano Novo para enxergar melhor as mesmíssimas coisas que nós seguimos fazendo, e também enxergar como estamos construindo a nossa vida; só que podemos enxergar num ritmo mais lento – no ritmo dos anos, e não no ritmo das horas e dos minutos.

Um feliz Ano Novo!

Alisson Batista



sábado, 28 de dezembro de 2013

PORTAS E SEMENTES DO ANO NOVO


Udumbara - Fonte: Alma earth.

Vamos todos juntos para o ano que vem. É claro que uns vão com maior ansiedade de fazer do ano novo um novo tempo e outros vão com a sensação de trabalho cumprido, somente tirando a poeira das mãos.

O período de fim de ano e de ano novo tem sempre uma atmosfera meio vacilante, meio dúbia.

É nessa época que se evidencia o conflito entre novos desafios e velhas ilusões, novos desejos e velhas desculpas, novas dietas e velhas rotinas, novas esperanças e velhas atitudes, novos prazeres e velhas reclamações... É nessa época que surgem novos sonhos e velhos planos – às vezes todos engavetados.

Antes de “cortar pra janeiro e partir com tudo para o ano que chega, é bom ouvir uma vez mais as palavras do poeta Jorge de Lima – Olha antes a semente. Sim, é bom olhar a semente do novo ano hoje para poder entender amanhã como ela brotou, cresceu e se desenvolveu.

No entanto, é simples assim olhar a semente do ano novo?

A semente está no início de tudo. Para os romanos, Jano presidia os começos. Não por acaso, o primeiro mês do ano é chamado Janeiro – Janua, Januaris – em sua consagração.

Jano - Fonte: Noutramente.

Jano dirigia todos os nascimentos (dos deuses, dos homens e das ações), intervinha no início de qualquer empresa, guardava as transições e as passagens, marcando a evolução do passado ao futuro, de uma visão a outra, de um universo a outro. Era o “guardião das portas”, o porteiro e o vigilante.

Jano é aquele que abre e fecha as portas. Com a devida licença,  pode-se acrescentar, é Jano também que guarda com ele as sementes.

A semente é uma porta e as portas são sementes. A porta – entre 23h 59min 59s de 31 de dezembro de 2013 e 0h 00min 00s de 1º de janeiro de 2014 em nosso calendário gregoriano – é o ponto exato de mudança. Ali está tanto o ano velho quanto o ano novo, estão o fim de um ciclo e o início de um novo ciclo, ali estão o passado que ainda não morreu e o futuro que já começou, tudo num só instante.

A porta simboliza o local de passagem entre dois mundos, entre o conhecido e o desconhecido. De fato, a porta de um ano novo não é uma escolha. Todos são obrigados a passar por essa porta, e encarar de peito aberto o que se esconde por trás dela.

Fonte: Tania Gori.

O que o ano 2014 nos revelará? Que portas se abrirão para nós? Que portas se fecharão? E mais: quem convidaremos para entrar em nossa morada? Bateremos a nossa porta na cara de quem, e do quê? Nós também somos portas!

Abrir uma porta e atravessá-la é mudar de vida. É muito importante mirarmos as portas que desejamos abrir no ano novo. E tão importante quanto isso é ficarmos atentos às novas portas que se abrem, mesmo que não as tenhamos desejado, pedido ou até suplicado. Afinal, quantas portas se abrem na vida sem serem tocadas ou sequer vistas?

Lembremos o poeta: “Olha antes a semente”. Olha antes a porta. Pela porta do ano se conhece a casa em que se quer entrar e o que esperar de seus moradores.

A Astrologia é um conhecimento que lida com as sementes – dos nascimentos, dos anos, dos ciclos e projetos. Contribui nesse período em que há uma atmosfera meio vacilante ou meio dúbia. Portanto – “Olha antes a semente”, e vamos todos juntos para 2014.


Alisson Batista


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

MEMÓRIA GENÉTICA, MEMÓRIA ASTROLÓGICA


Uma nebulosa. Fonte: Astronomia e Universo.


HERANÇAS I


"Nossos genes, e nossos telômeros, são uma predisposição, mas não necessariamente o nosso destino".
DR DEAN MICHAEL ORNISH
Professor de Medicina na Universidade da Califórnia

Fonte: BBC Uk


'Trauma' pode ser transmitido entre gerações, sugere estudo

Um estudo feito por cientistas americanos aponta que O COMPORTAMENTO HUMANO PODE SER AFETADO POR EPISÓDIOS VIVENCIADOS POR GERAÇÕES PASSADAS por meio de uma espécie de memória genética. As pesquisas mostraram que um evento traumático pode afetar o DNA no esperma e alterar os cérebros e o comportamento das gerações futuras.

O estudo, publicado na revista científica Nature Neuroscience, indica que camundongos treinados para se esquivar de um determinado tipo de odor passaram essa aversão a seus 'netos'. Especialistas dizem que os resultados são importantes para as pesquisas sobre fobia e ansiedade.

Os animais foram treinados para temer um cheiro similar ao da flor de cerejeira. A equipe, composta por cientistas da Emory University School of Medicine, nos Estados Unidos, averiguou, então, o que estava acontecendo dentro do espermatozoide dos camundongos. Os cientistas constataram que o trecho do DNA responsável pela sensibilidade à essência da flor de cerejeira estava mais ativo na célula reprodutiva masculina.

Tanto a prole dos camundongos quanto os descendentes destes demonstraram hipersensibilidade à flor de laranjeira e se esquivaram dela, mesmo que não tenham passado pela mesma experiência. Os pesquisadores também identificaram mudanças na estrutura dos cérebros desses animais. "AS EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS PELOS PAIS, MESMO ANTES DA REPRODUÇÃO, INFLUENCIARAM FORTEMENTE TANTO A ESTRUTURA QUANTO A FUNÇÃO NO SISTEMA NERVOSO DAS GERAÇÕES SUBSEQUENTES", concluiu o relatório.

Assuntos familiares

As descobertas oferecem evidência de uma "herança epigenética transgeracional", ou seja, de que O AMBIENTE PODE AFETAR OS GENES DE UM INDIVÍDUO, QUE PODEM ENTÃO SER TRANSMITIDOS A SEUS HERDEIROS.

Um dos pesquisadores, Brian Dias, afirmou à BBC que tal característica "pode ser um mecanismo pelo qual os descendentes mostram marcas de seus antecessores". "Não há dúvida de que o que acontece com o espermatozóide e o óvulo pode afetar as gerações futuras".

O professor Marcus Pembrey, da Universidade College London, afirmou que as descobertas são "altamente relevantes para as fobias, ansiedade e desordens de estresse pós-traumático" e fornecem "fortes evidências" de que UMA FORMA DE MEMÓRIA PODE SER TRANSMITIDA ENTRE GERAÇÕES. Diz ele: "A saúde publica precisa urgentemente levar em conta as respostas transgeracionais humanas". "Acredito que não entenderemos o aumento nas desordens neuropsiquiátricas ou a obesidade, diabetes e as perturbações metabólicas sem esse tipo de abordagem multigeracional".

Fonte: BBC Brasil


HERANÇAS II


“Astra inclinant sed non cogunt”.
“Os astros dispõem, mas não obrigam”.
“Os astros inclinam, mas não determinam”.
SENTENÇA ESCOLÁSTICA
Com a qual se queria conciliar a astrologia com o livre arbítrio



Mitos familiares e herança psicológica

Você é um indivíduo, mas é também produto de um dado meio familiar. A FAMÍLIA É COMO UM ORGANISMO VIVO, POSSUINDO CERTAS CARACTERÍSTICAS HEREDITÁRIAS QUE SÃO PASSADAS DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO. Ela possui ainda uma dinâmica psicológica particular, um clima emocional que representa o solo inicial no qual a individualidade cria as primeiras raízes na infância. Assim, dentro de você há certos padrões, mitos e atitudes em relação à vida que foram retirados do terreno psicológico de seu meio familiar. Em outras palavras, voltando à metáfora do teatro, OS PERSONAGENS DE NOSSO DRAMA INTERIOR SÃO ÚNICOS, MAS CARREGAM CONSIGO UMA HERANÇA FAMILIAR.

A astrologia nada pode dizer quanto à hereditariedade do ponto de vista físico, mas sim do psicológico. Essa hereditariedade psicológica se transmite nas famílias da mesma forma que a cor dos cabelos e dos olhos. A HERANÇA PSICOLÓGICA DE ATITUDES PROFUNDAMENTE ARRAIGADAS COSTUMA SER TRANSMITIDA EM NÍVEIS IMPERCEPTÍVEIS E INCONSCIENTES, DOS QUAIS AS PESSOAS NÃO SE DÃO CONTA. Os mitos familiares certamente são passados de geração em geração da mesma forma que um traço fisionômico marcante. Um exemplo do que é um mito familiar: "todos os homens da família se fizeram sozinhos e são bem-sucedidos". Ou: "todas as mulheres da família se decepcionaram com os maridos". Tais mitos não precisam necessariamente ser confessados, ou mesmo ditos, pois são transmitidos de uma geração a outra através do inconsciente, sendo sua comunicação feita por uma infinidade de meios sutis e não verbais. Assim, o menino nascido na família dos homens "bem-sucedidos" que citamos acima herdará um conjunto de expectativas, ao qual reagirá de acordo com sua própria natureza e seus personagens interiores. E a menina nascida na família das "mulheres decepcionadas" herdará certas atitudes em relação aos relacionamentos que a afetarão posteriormente na vida se permanecer inconsciente desse roteiro interior.

SEU AMBIENTE FAMILIAR SE REFLETE EM SUA CARTA ASTROLÓGICA, JÁ QUE FAZ PARTE DE SUA HISTÓRIA DE VIDA. A astrologia pode ser muito útil na tentativa de compreensão dessa área da vida, pois sua maior ou menor liberdade de escolha está condicionada pelo seu grau de conscientização da interação entre sua própria natureza e sua herança familiar. Sua carta astrológica reflete um perfil de seus pais, embora eles não se apresentem como pessoas reais e tridimensionais, mas como imagens que personificam um tema ou um conjunto de atitudes específico. Essas imagens refletem o modo como você, pessoalmente, vê as figuras da mãe e do pai e a forma pela qual elas funcionam como padrões dentro da sua própria psique, como auxiliam ou dificultam o desenrolar de seu drama interior. NÃO SE DEVE JAMAIS SUBESTIMAR A FORÇA DO MEIO FAMILIAR, POIS ELA NÃO PERTENCE AO PASSADO; ELA É O PRESENTE VIVO DENTRO DE CADA UM DE NÓS. Como disse certa vez o poeta alemão Rainer Maria Rilke: "Não pense que o destino seja mais do que a infância condensada."

Fonte: Astrodienst:
Fragmento do texto da astróloga Liz Greene
sobre o presidente dos EUA Barack Obama


HERANÇAS III


Origem de tudo

                                 a meu pai

1.
teu instinto é instinto meu
tua vida é vida em mim
tua origem origina-me

buscar no meu corpo
a tua tatuagem
descobrir a escrita primitiva
         e os ecos ancestrais
antes e depois de pura reflexão
         e alguns espelhamentos

eu e tu – tu e eu
simples como pinturas rupestres
e claro como verdadeiras intuições
nossa herança é medida
do que se pode criar
e passado mede futuro porvir

tua origem origina-me
tua vida é vida em mim
teu instinto é instinto meu.

Alisson Batista



terça-feira, 26 de novembro de 2013

AS TEMPESTADES TECNOLÓGICAS DE URANO


Tempestade em Saturno. Fonte: GACS.


VOCÊ JÁ SE DISTRAIU DE UMA TAREFA PARA CHECAR SEU PERFIL NAS REDES SOCIAIS? Ou perdeu uma conversa na mesa do restaurante porque estava respondendo mensagens no smartphone?

PARA LARRY ROSEN, professor da Universidade Estadual da Califórnia e PESQUISADOR DA CHAMADA "PSICOLOGIA DA TECNOLOGIA", você não está sozinho: A CAPACIDADE MÉDIA DE CONCENTRAÇÃO DOS PARTICIPANTES DE SUAS PESQUISAS É DE APENAS 3 A 5 MINUTOS. DEPOIS DISSO, ELES SE DISTRAEM, sem conseguir terminar seus estudos ou trabalhos.

O problema tende a se acentuar à medida que nos tornamos cada vez mais inseparáveis de tablets e smartphones - e as consequências podem ser ruins para nossa capacidade de ler, aprender e executar tarefas.

"Se ficamos trocando de tarefa, nunca passamos tempo o bastante para nos aprofundarmos em nenhuma delas. Três minutos certamente não bastam para estudar", diz Rosen, autor de livros sobre o impacto social da tecnologia. Sua próxima obra, em conjunto com um neurocientista, se chamará justamente The Distracted Mind (A Mente Distraída, em tradução livre).

Em entrevista à BBC Brasil, ele sugere técnicas simples para "reprogramar" o cérebro a reconquistar essa habilidade de prestar atenção. E, no caso de adolescentes, não adianta vetar a tecnologia - mas sim estimulá-la em horas certas. Confira:

BBC BRASIL - NOSSA CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO ESTÁ DIMINUINDO?

Larry Rosen - Certamente está cada vez menor, e em diversos níveis. Pesquisas mostram que NOSSA CONCENTRAÇÃO MÉDIA É DE 3 A 5 MINUTOS ANTES QUE ACABEMOS NOS DISTRAINDO, NO ESTUDO OU NO TRABALHO. A maioria dessas distrações são tecnológicas – alertas de mensagem, e-mails etc.

CULTURALMENTE, SEGUIMOS ESSA TENDÊNCIA. Até TV mudou. Em programas de TV dos anos 1980 e 1990, o tempo de CADA CENA ERA MUITO MAIOR do que é nos programas atuais, que se adaptaram à nossa atenção mais curta. Revistas também fazem REPORTAGENS CADA VEZ MAIS CURTAS.

BBC BRASIL - ISSO É UM PROBLEMA?

Rosen - SE FICAMOS TROCANDO DE TAREFA, nunca passamos tempo o bastante para nos aprofundarmos em nenhuma, e TUDO FICA SUPERFICIAL. Três minutos certamente não bastam para estudar, por exemplo.

O segundo problema é que, terminada a distração, não voltamos imediatamente à tarefa que interrompemos. Precisamos de um tempo para lembrar onde estávamos. No caso de um livro, temos de reler alguns parágrafos, realocar nosso cérebro.

Em uma pesquisa com estudantes universitários, tiramos seus telefones, os dividimos em três grupos - de uso leve, moderado e extremo - e medimos sua ansiedade.

Os usuários leves tiveram pouca alteração em seus níveis de ansiedade; os moderados rapidamente ficaram ansiosos, até que esses níveis caíram. Mas AS PESSOAS QUE USAVAM MUITO SEUS SMARTPHONES FICAVAM MAIS E MAIS ANSIOSAS. E neste último grupo estavam justamente as crianças e os jovens adultos. Temos de ensiná-los a evitar essa ansiedade.

BBC BRASIL - SERÁ UM REFLEXO DISSO O FATO DE AS PESSOAS LEREM POUCO OU NÃO TERMINAREM MUITAS LEITURAS?

Rosen - MUITAS PESSOAS JÁ NÃO CONSEGUEM MAIS LER INTEGRALMENTE, ELAS PASSAM O OLHO. Percebo isso como professor: ao mandar um e-mail aos alunos, que respondem com dúvidas. Mas essas dúvidas estavam respondidas no e-mail original. Daí eles dizem, 'desculpe, eu só li as primeiras linhas'.

TUDO FICA MAIS SUPERFICIAL, MAS TAMBÉM MAIS ESTRESSANTE. Quanto mais trocamos de tarefas, mais damos para o nosso cérebro monitorar.

BBC BRASIL - ALGUNS ESTUDOS MOSTRAM QUE ISSO AFETA O DESEMPENHO DE ESTUDANTES E PROFISSIONAIS. HÁ EXAGERO?

Rosen - Em outra pesquisa, assisti a estudantes durante seus estudos. Pedíamos que eles estudassem matérias importantes, para ver como se concentravam. E vimos que eles só conseguiam manter sua atenção por uma média de 3 minutos.

O interessante é que os que conseguiam se concentrar mais tinham notas melhores na escola, e não apenas naquela matéria que estavam estudando. Ou seja, se concentrar melhora o desempenho, na escola, no trabalho e até nos relacionamentos pessoais.

BBC BRASIL - COMO RECUPERAMOS ESSE PODER DE CONCENTRAÇÃO?

Rosen - É possível aprender técnicas simples para aumentar a capacidade de focar e não se distrair.

Imaginemos, por exemplo, a hora do jantar de uma família comum. Hoje em dia, todos jantam tendo seus celulares consigo. A sugestão é, no início do jantar, que todos possam checar seus celulares por um ou dois minutos. Mas depois têm de silenciá-los e virar seu visor para baixo, para não ver as mensagens chegando.

Após 15 minutos marcados no relógio, todos recebem permissão para checar o telefone novamente, por um minuto. À medida que a família se acostuma com isso, aumenta-se gradualmente esse período de 15 para 20 e 30 minutos.

E assim cria-se tempo para conversas familiares ininterruptas por 30 minutos, seguido de um minuto para checar o celular. É uma forma de treinar o cérebro a não se distrair, e isso é essencial.

BBC BRASIL - É UMA REPROGRAMAÇÃO DO CÉREBRO?

Rosen - Você está reprogramando a parte química envolvida no estresse do seu cérebro.

Porque o que começamos a ver é: SE IMPEDIMOS AS PESSOAS DE CHECAREM SEUS CELULARES OU DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS, ELAS FICAM ANSIOSAS, (o que produz) alterações químicas.

BBC BRASIL - É COMO UM VÍCIO?

Rosen - O engraçado é que NÃO É UM VÍCIO – SE FOSSE, TERÍAMOS SENSAÇÃO DE PRAZER ao checar nosso celular.

E A MAIORIA NÃO ESTÁ OBTENDO PRAZER, APENAS TENTANDO REDUZIR A ANSIEDADE E A SENSAÇÃO DE NÃO SABER SE ESTÁ PERDENDO ALGO (na internet ou nas redes sociais).

BBC BRASIL - O QUE PODEM FAZER OS PROFESSORES QUE QUEREM RECUPERAR A ATENÇÃO DE SEUS ALUNOS?

Rosen - Em geral, eles terão de usar a própria tecnologia, seja permitindo que os alunos usem seus próprios dispositivos ou trazendo dispositivos à aula.

Por exemplo, com vídeos curtos, que costumam atrair os estudantes. Aqui nos EUA, algumas escolas particulares também têm usado mais tecnologias, como iPads e Apple TV, na sala de aula. Isso certamente torna a educação mais atraente.

"Se você veta o uso da tecnologia, os estudantes vão ficar o tempo todo pensando no que estão deixando de ver (no celular), nos comentários que a sua foto no Instagram estará recebendo. E, assim, não vão prestar atenção na aula de qualquer maneira".

Em escolas que proíbem os aparelhos móveis, os estudantes os levam escondidos e ficam trocando mensagens debaixo da carteira. É melhor, então, que os professores os deixem checar em determinados momentos – por exemplo, a cada meia hora por um ou dois minutos.

Se você veta o uso da tecnologia, os estudantes vão ficar o tempo todo pensando no que estão deixando de ver (no celular), nos comentários que a sua foto no Instagram estará recebendo. E, assim, não vão prestar atenção na aula de qualquer maneira.

BBC BRASIL - VOCÊ VÊ ALGUMA VANTAGEM NO FATO DE ESTARMOS FAZENDO DIVERSAS TAREFAS AO MESMO TEMPO?

Rosen - Em geral, não – a tentativa de fazer muita coisa junta impacta seus relacionamentos. Se você tenta falar com seu marido ou mulher à noite e cada um está vidrado em seu celular, que conversa vai ter?

Se você está com seus amigos num restaurante, mas fica no celular, que interação fará com eles?

E fico pensando como será quando as pessoas começarem a usar o Google Glass - você vai achar que (seu amigo) está olhando para você, mas ele estará, na verdade, olhando para o que estiver aparecendo nos óculos.

BBC BRASIL - MAS TEM GENTE QUE PODE TER UMA PERFORMANCE MELHOR NESSE NOVO AMBIENTE DE ESTÍMULO CONSTANTE?

Rosen - Pesquisas mostram que UMA PARCELA BEM PEQUENA DAS PESSOAS É CAPAZ DE FUNCIONAR BEM NESSE TIPO DE AMBIENTE. Não vi pesquisas de longo prazo a respeito disso, mas IMAGINO QUE ISSO SEJA ALGO ESTRESSANTE. E NO LONGO PRAZO ISSO NÃO É BOM PARA O CORPO.

BBC BRASIL - AS PESSOAS CONSEGUEM DEFINIR REGRAS PARA SI MESMAS, LIMITANDO O PRÓPRIO USO DA TECNOLOGIA?

Rosen - Eu costumava enlouquecer com meu feed no Twitter, até decidir checá-lo uma vez só por dia.

Uma das regras que recomendo é: tire seu celular ou notebook do quarto uma hora antes de ir dormir e não se permita checá-los até o dia seguinte.

Hoje, nossos estudos mostram que a maioria dos adolescentes e jovens adultos dorme ao lado dos seus telefones e acorda no meio da noite para checá-los. Isso é péssimo para o seu cérebro, que precisa de blocos longos e consistentes de sono. E também prejudica o aprendizado.

Acho que isso ainda vai piorar, até que as pessoas percebam o efeito negativo sobre sua saúde. E daí começarão a pensar: será que eu realmente preciso checar meu feed de Twitter 20 vezes por dia? Será que realmente preciso estar em sete redes sociais diferentes?

Mas no momento ESTAMOS TÃO EMPOLGADOS COM A TECNOLOGIA QUE SOMOS COMO CRIANÇAS EM UMA LOJA DE DOCES: QUEREMOS EXPERIMENTAR TUDO.


Fonte: BBC Brasil


Parabéns para você que chegou até aqui.
Fica portanto o símbolo de Mercúrio no meio do furacão
e o de Saturno organizando as bases em meio ao temporal...

Alisson Batista



sábado, 23 de novembro de 2013

A MORTE DE UMA ESTRELA


Explosão cósmica espalha muita radiação pelo cosmo. Fonte: BBC.


Uma explosão cósmica provocou A MORTE DE UMA ESTRELA gigante que estava sendo estudada pelos cientistas.

A EXPLOSÃO DA RADIAÇÃO, conhecida como explosão de raio gama, foi registrada no começo do ano por telescópios posicionados no espaço, e FOI recentemente confirmada como A MAIS BRILHANTE JÁ VISTA. Pesquisadores acreditam que a estrela possui de 20 a 30 vezes uma massa superior à do Sol.

O astrônomo Paul O'Brein, da Universidade de Leicester, disse: "Esses acontecimentos podem ocorrer em qualquer galáxia a qualquer tempo. Mas não temos nenhuma forma de prever isso."

"A ESTRELA ESTAVA 'VIVENDO FELIZ', fundindo matéria em seu centro. E DE REPENTE, ACABOU FICANDO SEM 'COMBUSTÍVEL'", explica O'Brien. O centro da estrela teria sido engolida por um buraco negro, liberando muita energia na explosão de raio gama.

Uma onda de explosão teria feito com que a estrela se expandisse, criando outro acontecimento visual, conhecido como supernova. "PODEMOS VER A LUZ SE APAGANDO – o final dos dois acontecimentos – por semanas ou até mesmo meses."

Apesar de a explosão ter acontecido razoavelmente "perto" do planeta Terra, a radiação não traz qualquer tipo de perigo. A energia não seria capaz de atravessar a atmosfera do planeta com intensidade.

"Em algum momento na história da Terra, NÓS PROVAVELMENTE FOMOS ATINGIDOS POR RADIAÇÃO DE UMA EXPLOSÃO DE RAIO GAMA, e isso vai voltar a acontecer em algum ponto no futuro. Mas as chances de isso acontecer durante o período em que estamos vivos agora são muito pequenas."

[Texto editado]

Fonte: BBC



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

POR QUE O CLIMA É TÃO IMPORTANTE?

Zodíaco de Dendera - Fonte: Always Egipt.

O brasileiro tem sentido no ar o clima de agitação. Esse é o clima político atual. Alguns dizem que o clima tá pesado. Outros dizem que não tem clima pra dizer certas coisas agora. Outros ainda creditam a situação ao clima intelectual do país. Enquanto isso, as empresas continuam a focar as métricas do clima organizacional e se tá rolando um clima continua a ser a preocupação dos apaixonados.

E por que o clima é tão importante assim?

Antes de mais nada, é interessante notar a relação que existe entre os significados das palavras “clima”, “atmosfera” e “ambiente”. De maneira figurada, as três adquirem um peso equivalente.

A palavra clima vem de uma unidade de medida de nome latino clima. Para os gregos, klíma quer dizer inclinação ou declive. Uma fita métrica para medir chão, ângulo, ou para medir igualmente o céu.

Aliás, o termo climatérico – ou climatério – indica um momento crítico na vida, um momento de crise, de transição; indica um momento tão intenso e único que se torna um marco ou uma unidade de medida para a vida do indivíduo.

Além do aspecto técnico na astronomia, na meteorologia, etc., o importante é notar a repetição que o termo sugere – delineamento de um padrão de vários elementos – e o estabelecimento claro de uma régua – para medição, avaliação e ajuste.

Reunindo tudo, as condições do clima participam dos elementos de qualquer ambiente (espaço) e dos elementos de qualquer atmosfera (tempo). Por isso o clima é tão importante. Dentro dessas condições, ocorrem as variações dos componentes; e dessas variações, surgem os fenômenos.

Na vida individual, todo ser humano percorre um longo caminho. Seja lá aonde cada um pretende chegar, hoje em dia é mais comum ter a preocupação com o plano (planejamento), com o terreno por onde se vai passar. Talvez seja menos habitual o cuidado com o céu e com a região em torno da estrada – o clima e a atmosfera envolvidos no percurso.

Pode ser que o clima seja anterior aos eventos. De qualquer forma é perceptível a relação direta entre uma coisa (clima) e outra (evento). E, uma vez que essa relação é estabelecida, surge uma ótima ferramenta para programar os roteiros pela viagem da vida.

É singular a trajetória na vida de cada um, e existe uma atmosfera individual. É importante entender o próprio espaço (ambiente) e o próprio tempo (fatos). O clima oferece indicações sobre a atmosfera particular e sobre o ambiente comunitário. E, com essas indicações em mãos, cada qual pode traçar o próprio curso de ação, e caminhar pelo terreno sob um céu de alguns eventos mais prováveis.

Por isso o clima é tão importante. Sem um clima não haveria namoros, sem clima não haveria satisfação em ser produtivo, sem clima não haveria alguns fatos políticos, sem clima não haveria meio ambiente necessário para os seres vivos surgirem; sem clima favorável, não haveria – ou não haverá – sequer a vida humana.

Alisson Batista


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CALENDÁRIOS – onde o tempo é medida


Calendário de Aberdeen (ilustração) - Fonte: Ibtimes.


Arqueólogos britânicos descobriram o que acreditam ser o "calendário" mais antigo de que se tem notícia no mundo, com pelo menos dez mil anos de existência, na região de Aberdeen, na Escócia. O monumento do período mesolítico capaz de medir as fases da lua e os meses do ano, encontrado em escavações realizadas em 2004, está sendo trazido a público, pela primeira vez, em artigo publicado hoje na revista “Internet Archaeology” pela equipe de especialistas liderada pela Universidade de Birmingham.

As investigações abrem caminho para novos estudos sobre o desenvolvimento da Humanidade e a concepção de tempo na História a partir deste dispositivo luni-solar construído por sociedades de caçadores-coletores, até então consideradas mais atrasadas do que a dos agricultores, por exemplo.

- Não pode haver história sem tempo. Não se pode começar a escrever a história sem tempo. E esse é um passo importante para a construção do tempo e, consequentemente, da própria história. Não há nada igual na Europa, nem no resto do mundo - disse ao GLOBO o pesquisador-chefe, o professor de arqueologia de paisagem da Universidade de Birmingham, Vince Gaffney.

Segundo o professor, as evidências sugerem que essas sociedades tinham a necessidade e a sofisticação de medir o tempo através dos anos, de corrigir as diferenças sazonais do ano lunar. E isso aconteceu cinco mil anos antes dos primeiros calendários formais conhecidos pelo homem, encontrados na antiga Mesopotâmia.

Não chega a ser uma surpresa que as pessoas se baseassem na lua para fazer seus calendários. Isso porque ela é o único corpo celeste que se presta a esse papel. Muitas sociedades antigas chegaram a monitorar as várias fases da lua, mas não tinham necessariamente calendários. No período paleolítico, de acordo com Gaffney, há evidências de desenhos do ciclo da lua. Mas tampouco consistiam em um calendário.

Gaffney conta que os pesquisadores encontraram um conjunto de 12 pedras bastante peculiares de tamanhos diferentes, que parecem as fases da lua, no campo de Warren. Por sinal, o sítio foi encontrado a partir de marcas em plantações, identificadas por imagens aéreas pela Comissão Real dos Monumentos Antigos e Históricos da Escócia (RCAHMS, na sigla em inglês). De acordo com Dave Cowley, gerente dos projetos de pesquisa aérea do RCAHMS, o grupo fotografou a paisagem escocesa por quase 40 anos.

- Registramos milhares de sítios arqueológicos que nunca teriam sido detectados a partir do solo - afirmou Cowley.

As pedras não estavam dispostas de maneira arbitrária, mas arrumadas por tamanhos, desde as menores às maiores, voltando às menores novamente. E estavam orientadas em direção ao lugar onde o sol nascia, de uma passagem entre duas montanhas.

- Você tem um grupo de pessoas que, pela primeira vez, com base na observação astronômica, começa a entender o tempo, a pensar o que vai acontecer no futuro e não mais no passado. Não é que não pensassem que tinham um futuro antes. O que não tinham era a ideia de uma unidade tempo a partir da qual poderiam pensar ou registrar o que acontecia - explica Gaffney.

Outra grande revelação associada à descoberta, segundo o cientista de Birmingham, está no fato de se verificar que os caçadores e coletores, diferentemente do que se imaginava, tinham a capacidade de planejar as suas atividades. Como dependiam de recursos naturais para sobreviver, eles provavelmente passaram a saber os períodos em que se abriam as rotas no rio, ou quando os peixes seriam mais abundantes. Não se descarta a possibilidade de essa sociedade, justamente pela capacidade de planejamento, ter se tornado mais longeva do que as que a precederam.

Além disso, por razões sociais, há períodos em que é necessário estocar uma grande quantidade de comida para permitir reuniões sociais, reprodução ou outras atividades.

Para Christopher Gaffney, da Universidade de Bradford, saber que os recursos naturais estavam disponíveis durante diferentes períodos do ano era crucial para a sobrevivência.

- Essas comunidades precisavam caçar animais que migravam e as consequências de perder o período certo eram a fome. Por isso, essas perspectivas, nossa interpretação do sítio como um calendário faz todo o sentido - disse o especialista de Bradford.

O professor de Birmingham reconhece que as sociedades que inventaram este dispositivo complexo na Escócia podiam não ter o entendimento que os cientistas têm hoje.

- Eles podiam achar que, por entender o nascer do sol e o solstício, seremos bem tratados pelos deuses, os peixes virão até nós e poderemos reunir nossos amigos e sobreviver - disse.

Para Vince Gaffney, o resultado dessas pesquisas é apenas o começo para muitas outras. O próximo passo é identificar sítios similares no país. Segundo ele, a célebre formação de Stonehenge, por exemplo, a uma hora e meia de Londres, tem semelhanças com as pedras encontradas em Aberdeen. Mas ainda não há evidencias da sua utilização. Ele afirma que os calendários recém-descobertos podem não ter apenas a divisão do tempo em meses, mas em dias. No entanto, destacou que é necessário encontrar provas disso.

Jornal O Globo, em 15 de julho de 2013.